Vitto Santos

De Vitto Santos sobre Tempo de Lisboa

Odylo Costa, filho, confessa que desejaria escrever “como um galho de árvore seca, entretanto úmido da noite”. E nesse artigo do regulamento de sua Arte Poética pode-se encontrar o fácil segredo da sua virtualidade de bardo. É seco porque é despojado, substantivo, sem filigranas torcidas, sem despautérios rítmicos ou vocabulares. sem parábolas orgíacas do pensamento. Mas é úmido e noturno porque aduba de mistério as raízes do seu canto. Daí porque os seus poemas não são flores ornamentais mas flores vivas, generosas: eternas.

(em Poesia e Humanismo, Editora Artenova Ltda., Rio: 1971.)